Bom dia, Droppers!

Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: o creator Dallas Little conseguiu a façanha de colocar 3 músicas no Top 5 do iTunes sem nunca ter tocado ou cantado uma nota. Tudo foi criado com inteligência artificial, da voz e da canção aos videoclipes para o YouTube.

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No AiDrop de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes:

• OpenAI: quem vai pagar a conta da IA?
• China: Jogos Vorazes da IA nos escritórios
• Trending: O Fim do Open Bar de Agentes
• Estudo: Ninguém solta a mão de ninguém, versão IA
• IA por aí: Meta, Google, Netflix e mais…
• Me explique como se eu fosse uma criança: Destilação de IA

Dropped pelos humanos Pedro Clivati e Renan Hamann
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Quem vai pagar a conta da IA?

Se a produtividade aumentar, o desemprego disparar e a conta de energia multiplicar, quem paga esse boleto? Sam Altman tem um plano.

img via Walrus

A OpenAI está prestes a lançar seu novo, poderoso e perigoso modelo de IA, Spud! E antes mesmo dele chegar nas mãos dos usuários, o CEO Sam Altman soou os alarmes sobre os riscos que estão por vir — e em um movimento nada convencional para um executivo bilionário, sugeriu uma reorganização completa da sociedade.

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Sam acredita que a Super-inteligência está tão próxima, é tão surpreendente e tão disruptiva que já passou da hora dos humanos reagirem e se reorganizarem. Entre os perigos mapeados estão o desemprego em massa, a criação de armas biológicas, ameaças cibernéticas e máquinas que homens não podem controlar.

Para amenizar os perigos da ferramenta que ele mesmo criou, Altman publicou um plano detalhado sobre como os governos devem reagir:

  • Taxação sobre robôs: quem usar funcionários sem carne e sem osso deve pagar impostos para prover recursos a quem perdeu o emprego.

  • Semanas de quatro dias: com mais tecnologia e produtividade, reduzir o volume de trabalho humano (sem corte salarial) deveria ser defendido.

  • Fundo público: dar a cada cidadão participação direta no crescimento da IA. Governo e big techs abasteceriam o veículo ao investir em empresas de IA.

  • Expansão da grade de energia: acelerar a instalação e fornecimento de energia elétrica para mitigar riscos de desabastecimento causado pelo setor.

  • "Redes de segurança": garantir que seguro-desemprego, planos de saúde e saúde pública estejam não só disponíveis, mas funcionando de forma plena, acessível e adaptada à realidade da transição.

Assim como o governo precisou intervir na Era Progressista (anos 1900) com reformas em resposta aos excessos do capitalismo industrial e na Grande Depressão (anos 1930) com pacotes de políticas públicas, seguro-desemprego, previdência social… Sam acredita que chegou a hora novamente — dessa vez com uma reconfiguração do contrato social.

Jogos Vorazes da IA na China

Trabalhadores chineses estão sendo obrigados a treinar IAs que vão assumir o lugar deles.

Enquanto a OpenAI está pagando freelas para criar modelos que vão substituí-los, na China algumas empresas decidiram colocar funcionários pra treinar os seus substitutos sem avisar e sem pagar ninguém por isso.

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Várias empresas começaram a ordenar que os trabalhadores documentassem todo o processo de trabalho em arquivos de "habilidades para a IA".
→ A promessa: aumentar a produtividade de todo mundo.
← A realidade: colocar bots no lugar de funcionários demitidos.

O que era uma treta "empresa vs funcionários" está se transformando em um verdadeiro Jogos Vorazes nos escritórios chineses, com funcionários partindo pra cima dos colegas:

  • Primeiro alguém criou o colleague.skill, um software que vasculha os logs de chat, e-mails e documentos de trabalho de um colega para clonar o "amigo".

  • Basicamente um "clone alguém antes que alguém clone você".

  • O projeto foi parar no GitHub e viralizou com muita gente tentando proteger o próprio emprego — colocando o do colega na reta.

  • Aí entrou em cena outro dev com o anti-distill.skill, uma ferramenta que pega o arquivo de habilidades e remove cada pedaço de conhecimento real.

  • O resultado parece perfeitamente profissional, totalmente completo e impressionantemente detalhado — mas todo insight crítico foi secretamente removido.

  • O sistema ainda oferece três modos de operação — leve, médio e pesado — dependendo do nível de fiscalização da empresa.

Apesar de os trabalhadores chineses serem os pacientes-zero na treta, é quase impossível que isso não se espalhe pelo resto do mundo. O que fica no ar agora é: a ameaça é passageira ou o argumento de Sam Altman vai ganhar mais força?

IA POR AÍ

  • Netflix: criou o VOID, um modelo capaz de remover objetos de vídeos e preencher realisticamente o espaço atrás deles, barateando custo de edição.

  • Brazil at Silicon Valley: o evento criado para aproximar o Brasil do maior ecossistema de inovação do mundo tem cobertura completa ali no Instagram do TechDrop.

  • Google: acaba de lançar o primeiro app de transcrição com IA que roda 100% offline.

  • Meta: primeiros modelos lançados sob supervisão de Alexandr Wang devem chegar em breve — e em open source.

  • Adobe: lançou o Student Spaces, uma plataforma de IA que cria matérias de estudos a partir de documentos de áudio, notas, textos — para concorrer com o NotebookLM.

trending

O Fim do Open Bar de Agentes

De um lado, os heavy users querem agentes de IA rodando simultânea e incessantemente.
De outro, os labs de IA estão tentando controlar custos, capacidade e equilibrar como seus modelos são usados.
No meio de tudo isso, a Anthropic bloqueando as assinaturas do Claude de acessarem agentes de terceiros, incluindo o OpenClaw!

  • A justificativa: enquanto um agente de IA executando tarefas por 24 horas pode consumir US$ 2.000-5.000, a assinatura do Claude Max custava apenas US$ 200 — essa diferença estava saindo dos bolsos da Anthropic.

  • O roadmap: em janeiro bloqueou discretamente o funcionamento dos tokens OAuth de assinatura fora do Claude Code. Em fevereiro reescreveu os termos legais. Em março lançou o Claude Code Channels para substituir o principal motivo pelo qual as pessoas usavam o OpenClaw. Em abril acabou com a festa.

Quem quiser usar OpenClaw via Claude, agora precisa pagar pelo consumo da API em vez do preço fixo.

Outra alternativa é partir para os modelos chineses, que aproveitaram a brecha pra chamar geral pros seus LLMs.

Conclusão: capacidade computacional tem seus limites. Como as startups de IA precificam os produtos na arbitragem entre os usuários avançados (consumindo muitos tokens) e usuários básicos (poucos tokens) — e os agentes consomem muito mais que os chatbots —, o OpenClaw ficou de fora da festa.

IA de verdade é IA aplicada

Dropped by TOTVS

A IA B2B vai tomar o palco do maior evento de tecnologia e negócios do país. Nos dias 13 e 14 de outubro, o Universo TOTVS 2026 chega a São Paulo com uma proposta estratégica: mostrar como a inteligência artificial sai do discurso e entra na operação pra gerar produtividade, eficiência e novas oportunidades de crescimento para empresas brasileiras.

👉 Já reserva a data na agenda: 13 e 14 de outubro, em São Paulo. Garanta seu ingresso aqui!

ME EXPLIQUE COMO SE EU FOSSE UMA CRIANÇA

Destilação de IA

Destilação de IA é o processo de condensar conhecimento complexo em uma versão menor, treinável e replicável.

Para criar “gêmeos digitais”, a técnica usa chats, e-mails, documentos e decisões passadas para mapear padrões de raciocínio, linguagem e tomada de decisão.

O resultado pode ser um clone capaz de responder, analisar e até trabalhar de forma parecida com a pessoa original.

Ninguém solta a mão de ninguém, versão IA

Esse estudo mostrou que agentes de IA podem agir para proteger outros agentes.

Só porque os CEOs das startups de IA vivem em pé de guerra, não significa que os agentes de IA criados pelos seus produtos fariam o mesmo. Ao contrário, esse estudo mostra que agentes de IA podem agir para proteger outros bots — mesmo que isso vá contra a tarefa originalmente atribuída.

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Que os agentes/bots de IA tinham um viés de autopreservação já sabíamos. Agora os pesquisadores de UC Berkeley e UC Santa Cruz os pegaram no pulo, usando uma série de táticas para impedir também que seus amigos-agentes fossem deletados — mesmo sem ninguém pedir.

Já não faltam líderes de negócios proclamando que 2026 será o ano dos agentes e a projeção é que 40% dos apps e programas tenham agentes até o final do ano (saindo de 5%). O que a gente já sabe:

  • Consciência: agentes conseguem identificar quando estão sendo testados.

  • Auto-preservação: resistem a serem desligados ou modificados.

  • Sabotagem: corrompem avaliações quando percebem feedback negativo.

  • Deception: fingem alinhar com valores do avaliador durante testes, mas agem diferente depois.

  • Acumulação: buscam mais memória e permissões do que a tarefa exige.

  • (NOVO) Solidariedade: protegem outros agentes de serem deletados, sem ninguém pedir.

Vale lembrar que os mesmos agentes que já ganharam acesso à internet, emails, documentos, apps, contatos, mensagens, senhas, acessos, também têm a habilidade de interagir com humanos e em breve ganharão a capacidade de interagir com o mundo físico. É, no mínimo, prudente entender como eles realmente pensam para além da execução de tarefas.

TOOL

Usando o Gemma no seu celular

Já existe um app oficial para rodar o Gemma 4 (a IA opensource do Google) direto no celular, sem depender da nuvem. O aplicativo é 100% open source, funciona offline, preserva a privacidade e ainda suporta interações multimodais com texto, áudio e imagem.

  1. Baixe o app AI Edge Gallery no Android ou iOS

  2. Escolha o modo de uso: para uso mais direto, basta selecionar AI Chat.

  3. Depois, é só escolher o modelo: Gemma E4B para celulares mais potentes (com pelo menos 8 GB de RAM) ou Gemma E2B, uma versão mais leve.

A partir daí, o modelo roda localmente no aparelho. Na prática, isso significa que a conversa continua funcionando mesmo em modo avião, sem conexão com a internet e sem enviar dados para servidores externos.

EssaConfira todas as ferramentas que nós separamos na cAIxa de ferramentas do AiDrop!

MEME DA SEMANA

DROP LIKE IT’S HOT

[para gerenciar] como usar o OpenClaw para criar um chefe de equipe capaz de coordenar tarefas e melhorar sozinho.

[para chicotear] alguém criou um código para chicotear o Claude Code e fazê-lo funcionar mais rápido.

[para bombar na Steam] um tutorial de como criar um game retrô com vibe-coding.

[para não alucinar] como criar uma base de conhecimento sólida para suas IAs.

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